'Matador' implode 'Muriçoca' no ninho dos periquitos
por José Roberto Malia, colunista do ESPN.com.br
Cansado de salvar a equipe nos últimos segundos dos jogos com inesquecíveis gols de letra, de calcanhar e de bicicleta, o 'matador' Gilberto Cipullo resolveu chutar o pau da barraca no ninho dos periquitos em revista.
Proibido pelo geriatra de entrar em campo devido a uma crise de reumatismo, o grande ídolo da torcida não suportou a humilhante derrota para o São Caetano, procurou o presidente-economista Luiz Gonzaga Belluzzo e fuzilou: ou ele ou eu.
E a corda arrebentou como sempre do lado mais fraco: 'Muriçoca' Ramalho sambou. O fantástico centroavante acabou marcando mais um gol de placa: colocou na fila do seguro desemprego um treinador que nos últimos anos faturou três desprezíveis títulos brasileiros. De quebra, encheu a bola de um aspirante a técnico, Antônio Carlos. Um ex-zagueiro vitorioso, mas com currículo absolutamente vazio como treinador.
Na verdade, havia muito tempo que o badalado e bajulado atacante desejava a saída de 'Muriçoca'. Desde o último Brasileirão, quando o Palmeiras perdeu o título, a vaga na Libertadores e o caminho de casa, o 'matador' tratou de armazenar a dinamite no velho Palestra Itália para implodir o treinador. Finalmente conseguiu.
Está certo que os números de 'Muriçoca' colaboraram para o estopim ser acionado: 49% de aproveitamento. Mas nenhum mágico, nem mesmo o carnavalesco campeão da Unidos da Tijuca, seria capaz de fazer omelete sem ovos, limonada sem limão. Enfim, transformar botinas de bico quadrado em chuteiras minimamente talentosas.
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